Educação aberta: histórico, práticas e o contexto dos recursos educacionais abertos

Andreia Inamorato dos Santos

    



É difícil precisar uma data de início para a utilização do conceito de educação aberta. Pretendo, portanto, mostrar aqui alguns exemplos de como a educação aberta tem interessado educadores há décadas, e como existe uma variação interessante sobre a utilização do conceito – tanto na terminologia como nas práticas.

A educação aberta, na década de 1970, foi marcada por novas práticas de ensino-aprendizagem no ensino de crianças e no advento das univer­sidades abertas. Da mesma maneira, o termo educação aberta é utilizado atualmente no contexto dos chamados Recursos Educacionais Abertos (REA), trazendo consigo uma gama de novas práticas de ensino-aprendizagem que se popularizaram com o advento das tecnologias educacionais. O importante, porém, é compreendermos que o termo educação aberta é utilizado em contextos variados, que envolvem uma série de práticas, sendo algumas mais tradicionais e outras mais recentes; e que não é exclusivo à utilização de recursos educacionais abertos. Ao contrário. A utilização de recursos educacionais abertos é mais uma maneira de se fazer educação aberta.

Neste capítulo, apresentarei algumas das definições de educação aberta, em contextos variados, visando uma reflexão sobre o desenvolvimento e a prática do conceito que está novamente se popularizando no âmbito acadê­mico contemporâneo.

Educação aberta: principais práticas e definições

Educação aberta pode ser entendida de várias formas, porém, em todas as suas definições e aplicações, há um conjunto de práticas que tendem a carac­terizá-la. Essas práticas têm enfoques específicos dependendo

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do contexto, do sistema de aprendizagem e do momento histórico. Não exaustivamente, elas estão relacionadas a um ou a vários dos seguintes itens:

• a liberdade do estudante decidir onde estudar, podendo ser de sua casa, do seu trabalho ou até mesmo da própria instituição de ensino e/ou pólos de aprendizagem;

• a possibilidade de se estudar por módulos, acúmulo de créditos ou qualquer outra forma que permita ao estudante aprender de forma compatível com o ritmo necessário para seu estilo de vida;

• a utilização da autoinstrução, com reconhecimento formal[1] ou informal da aprendizagem por meio de certificação opcional;

• a isenção de taxas de matrícula, mensalidades e outros custos que seriam considerados uma barreira ao acesso à educação formal;

• a isenção de vestibulares e da necessidade de apresentar qualificações prévias, que poderiam constituir uma barreira de acesso à educação formal;

• a acessibilidade dos cursos para alunos portadores de alguma deficiência física, bem como dos que têm alguma desvantagem social;

• a provisão de recursos educacionais abertos, utilizados tanto na educação formal quanto na informal.

Além desses itens, podemos incluir outros aspectos que são interde­pendentes de outras práticas para efetivamente constituírem educação aberta. Por exemplo, práticas pedagógicas centradas no aluno, a utilização de mate­riais educacionais criados por estudantes, o acesso aberto a repositórios de pesquisas científicas e a utilização de software de código aberto para fins educacionais.

Há um consenso na academia de que não há uma definição única para educação aberta. Lewis e Spencer (1986) definem a educação aberta como um termo utilizado para descrever cursos flexíveis, desenvolvidos para atender necessidades individuais; que visam remover as barreiras de acesso à educa­ção tradicional, e sugerem uma filosofia de aprendizagem centrada no aluno. De um outro texto de minha autoria, recuperei outras definições para o tema que


sugerem que a aprendizagem aberta permite que as pessoas aprendam no horário, lugar e ritmo que satisfaçam suas necessidades e circunstâncias (MANPOWER SERVICES COMMISSION, 1984); que não deve haver exigências mínimas de qualificação para a entrada do aluno (BAILEY, 1987) ou ainda que estudantes em sistemas abertos de educação devem escolher quando, o que e como querem aprender (CUNNINGHAM, 1987) (SANTOS, 2009, p. 290).

Percebemos que, enquanto conceito e terminologia, a educação aberta evolui com as práticas pedagógicas, teorias e tecnologias aplicadas à educa­ção. Na seção Breve revisitação terminológica, abordarei o uso contem­po­râneo do conceito de educação aberta no contexto de recursos educacionais abertos. A seguir, apresento um breve histórico do conceito de educação aberta na educação de crianças e no ensino superior.

A educação aberta no ensino e na aprendizagem de crianças

Broudy e Palmer (1965) argumentam que o debate sobre educação aberta existe desde o período Socrático, e que acontecia no âmbito da diferença entre educação tradicional e aberta. Mas devido à dificuldade de acesso a textos que relatem esse debate, focarei na discussão de educação aberta que acontece a partir da década de 1970, quando houve uma grande difusão desse conceito nas academias britânica e americana.

O estudo de Walberg e Thomas (1972), financiado pelo US Office of Education, intitulado “Educação Aberta: uma definição operacional e vali­dação na Grã-Bretanha e Estados Unidos”[2], pretendeu definir educação aberta e agrupar as principais práticas que caracterizariam o movimento. Era enten­dido que a educação aberta nascia de experiências práticas, em vez de fundamentos filosóficos ou científicos. Nesse sentido, educação aberta não seria um sistema ou uma teoria educacional, mas sim um conjunto de ideias e métodos de Walberg e Thomas (1972, p. 198). A educação aberta era consi­derada um ”movimento” e estava relacionada ao pensamento de Rous­seau, na França; de Tolstoy, na Rússia; e, nos Estados Unidos, com o pensamento progressista das décadas de 1920 e 30. Desde o início, educação aberta era um movimento que reagia à visão na qual o currículo deveria ser dividido em disciplinas, os alunos, agrupados por suas habilidades, e o professor, reconhecido por sua auto­ridade; que por sua vez também era exercida nos materiais instrucionais.; (WALBERG; THOMAS, 1971) Em vez disso, os professores adeptos à educação aberta, na época conhecidos como “professores abertos”, adota­vam práticas na sala de aula, para o ensino de crianças, que eram conside­radas inovadoras, centradas no aluno, e que se distanciavam de uma abordagem comporta­mental.

No contexto da educação de crianças, o estudo de Walberg e Thomas, de 1972, consistiu de entrevistas com professores e observações de aulas tra­dicionais e abertas para a identificação das diferenças que caracterizavam a educação aberta. Os principais temas que identificavam a educação aberta eram:

• a diversidade e pouca replicabilidade de materiais educacionais – os professores tratavam de assuntos variados nas aulas, bem como evitavam a utilização repetitiva dos mesmos livros didáticos e outros materiais instrucionais;

• a humanidade, o respeito, a abertura e o afeto: as relações humanas eram priorizadas, inclusive incentivando o uso de materiais educacionais produzidos pelos próprios alunos;

• o diagnóstico da aprendizagem: o professor fazia uma avaliação diagnóstica do conhecimento do aluno. Dessa forma, seria possível apoiar o aluno durante o processo de aprendizagem, e não somente após a avaliação formal;

• a instrução, o acompanhamento e a extensão da aprendizagem: antes de prosseguir com atividades extras, o professor diagnosticava a aprendizagem do aluno e fazia um acompanhamento individual quando necessário;

• a avaliação de informação diagnóstica: o professor mantinha informações individuais sobre os alunos, relatando os aspectos emocionais e de desenvolvimento físico da criança;

Esses temas apontam para as principais características do processo ensino-aprendizagem na educação aberta de crianças: uma aprendizagem rica na diversidade de materiais educacionais; mais o papel do professor também como um orientador, guiado pela avaliação diagnóstica; e a importância da valorização das relações humanas e troca de experiências no processo educacional.

Na década de 1980, os estudos sobre educação aberta (também voltada para o ensino e aprendizagem na educação de crianças) continuaram a apontar características semelhantes aos da década de 1970. Quatro elementos que caracterizariam os sistemas abertos de educação foram ressaltados por Giaconia e Hedges (1982): o papel da criança na aprendizagem, a avaliação diagnóstica, a manipulação de materiais educacionais e a instrução indivi­dualizada. Abaixo uma breve descrição dos mesmos (GIACONIA; HEDGES, 1982, p. 593):

o papel da criança na aprendizagem: nesse aspecto há o reconhecimento que a criança é ativa em guiar sua própria aprendizagem. A criança escolhe os materiais, métodos e ritmo de sua aprendizagem. O papel do professor é o de orientador; consiste num processo de ensino-aprendizagem menos centrado no professor e mais centrado no estudante;

a avaliação diagnóstica: o papel da avaliação é guiar a instrução. Há pouco uso de provas convencionais, mas o uso de amostras de aprendizagem, observação e histórico dos estudantes;

a manipulação de materiais educacionais: consiste na presença de um conjunto de materiais educacionais diverso, que estimulem sua exploração e a aprendizagem do estudante;

a instrução individualizada: instrução baseada nas habilidades e necessidades de cada aluno, materiais de estudo individuais e grupos pequenos em vez de grandes.

A tabela a seguir apresenta uma comparação das características da educação aberta conforme propostas nos estudos de Giaconia e Hedges (1982) e Walberg e Thomas (1972):

 

Tabela: Comparação das características da Educação Aberta conforme propostas em dois estudos: 1972 e 1982

Fonte: Tradução e adaptação da tabela de Giaconia e Hedges (1982, p. 595)

 

A partir desses estudos percebe-se que, no contexto de educação de crianças, o conceito de educação aberta apresenta uma série de características comuns nas décadas de 1970 e 1980: a preocupação com o estudante como um ser individual, que possui suas próprias necessidades de aprendizagem; a avaliação diagnóstica da aprendizagem do estudante, visando a direcionar o professor em sua prática de sala de aula; a importância da instrução individualizada e/ou o acompanhamento individualizado da aprendizagem do estudante; e, finalmente, a importância da diversidade de materiais educa­cio­nais, que permitiriam o contato do estudante com formas variadas de pensar e argumentar sobre um determinado assunto. As variações encon­tradas nos dois estudos caracterizam a pluralidade do tema educação aberta, bem como a sua evolução e foco em cada momento educacional apresentado.

Percebe-se que atualmente, muitos desses aspectos discutidos se apresentam na educação formal de crianças, com nomes de metodologias e abordagens de ensino variados. Mas o termo educação aberta em si parece ter se fixado mais no que diz respeito à educação de adolescentes e adultos.

A educação aberta na educação superior

As universidades abertas têm um papel importante na oferta de educação aberta. Essas universidades podem apresentar características diferentes, com um grau de abertura variado e enfoque em diferentes fatores.

Os cursos das universidades abertas podem ser oferecidos nas instituições de ensino, ou cursados a partir da residência do estudante. Em ambos os casos, os cursos devem contar com materiais educacionais especial­mente elaborados para esse fim. (LEWIS; SPENCER, 1986)

Duas das principais características da educação aberta superior são a flexibilidade na admissão de estudantes e o acesso à educação formal sem custo para o estudante. No primeiro caso, um exemplo clássico é a Univer­sidade Aberta Britânica (The Open University – UK), fundada em 1969, que se tornou o principal modelo de educação aberta do mundo. Há flexibilidade na admissão do estudante, mas rigor no processo de aprendizagem e nas exigências para que o estudante seja certificado ao final do curso, em uma tentativa de assegurar a qualidade da aprendizagem.

O sucesso da Open University (OU-UK) inspirou a criação de muitas outras universidades abertas, como a Indira Gandhi National Open Univer­sity, na Índia; e a Sukhotai Thammanthirat Open University, na Tailândia. Na Open University não há processo seletivo para a admissão de estudantes de graduação, partindo do princípio de que é durante o processo, em cada curso realizado pelo estudante, que existe a possibilidade de apoiá-lo em sua aprendizagem a ponto de levá-lo à conclusão do curso com sucesso. Esse tipo de apoio ao estudante durante o processo de aprendizagem é chamado na Open University de Supported Open Learning (SOL), ou em português, “aprendizagem aberta apoiada”. O apoio ao estudante se dá de várias formas, e consiste também no contato individu­alizado entre professor e aluno. Esse contato era inicialmente feito por meio de telefone ou correio; e, atualmente, por meio de outros recursos tecnológicos, como e-mail, chat online e videoconferência, mas ainda há também o contato telefônico quando necessário. Os estudantes que têm menos qualificação do que as comumente exigidas por outras universidades do Reino Unido, como, por exemplo, apenas um ou dois A levels[3], podem estudar em cursos de graduação da Open University (SANTOS, 2006). Para tanto, devem fazer um curso chamado openings (curso inicial), que prepara o estudante para estudar e também para a educação a distância, modelo no qual é necessário bastante autodisciplina para o estudo. O conceito de abertura da Open University do Reino Unido envolve ainda a flexibilidades de cursos, permitindo o estudo por módulos com certificação obtida por créditos. Ao conseguirem um certo número de créditos, esses podem ser convertidos em uma qualificação específica (ex: graduação em Psicologia), ou em uma qualificação sem nome, “grau aberto”. O grau aberto se dá quando o estudante completa o número de créditos necessários para uma graduação, mas não se especializou em nenhuma disciplina específica porque fez módulos de cursos correspondentes a trilhas de aprendizagem diversas (SANTOS, 2006). Em média, um estudante leva de seis a oito anos para se graduar. Além da flexibilidade na admissão do aluno e condução do curso por módulos, a Open University é aberta quanto ao local de acesso aos cursos: pode-se estudar em casa, no trabalho, na comunidade ou até mesmo no exterior. Há estudantes da OU residentes fora do Reino Unido que estudam e se formam nessa instituição, devido ao estabelecimento de escritórios regionais em vários países europeus. Mas, na verdade, os fatores que mais influenciaram o sucesso da Open University ao longo dos anos foram o seu compromisso com a qualidade da educação oferecida, o apoio ao aluno e a garantia de que um aluno formado pela OU passou por várias avaliações, e demonstrou um conhecimento aprofundado do assunto no qual se qualifica.

No caso do Brasil, por exemplo, a principal característica do sistema de abertura da Universidade Aberta do Brasil, criada em 2005, é o acesso gratuito à educação por meio da rede pública de educação a distância. O sistema é aberto principalmente porque elimina as barreiras financeiras de acesso e permanência no sistema. É aberto também porque a modalidade de educação a distância constitui importante estratégia para aumentar a oferta de educação superior nas regiões distantes dos grandes centros, diminuindo, portanto, as barreiras geográficas de acesso à educação (MOTA; FILHO, CASSIANO, 2006).

Os sistemas de educação aberta, de maneira geral, tendem a apoiar-se em uma metodologia centrada no aluno (SANTOS, 2009). O material do curso costuma ser especialmente elaborado para atender às necessidades de quem estuda sozinho, contendo, portanto, uma linguagem específica para motivar a aprendizagem individualizada. Todos os materiais extracurriculares geralmente ficam disponibilizados aos estudantes para fácil acesso, seja por meio de textos impressos enviados pelo correio, CDs, DVDs, kits de experimentos ou, atualmente, em websites e plataformas de aprendizagem virtual na internet.

O apoio à aprendizagem por parte do professor pode acontecer de várias formas: por meio do telefone, como no caso da Open University em seu início; por meio de encontros presenciais pré-programados e comunicações via e-mail; ou ainda por plataformas virtuais de aprendizagem. Recentemente, até as novas mídias sociais podem ser canais de comunicação e apoio entre professor e estudante e estudantes entre si. O importante é que, nos conceitos até agora apresentados de educação aberta, a educação centrada no estudante tem sido uma das principais características para o sucesso de tal sistema de ensino-aprendizagem.

Breve revisitação terminológica – conceitos encontrados com frequência na educação aberta

A terminologia em educação aberta é bastante abrangente. Justamente por ser um conjunto de práticas, a educação aberta pode apresentar componentes de várias vertentes educacionais, interligadas pelo seu arcabouço teórico. For­miga (2009:39) afirma que “a terminologia delimita a abrangência de uma ciência e demonstra o domínio pelos seus propositores e usuários. De certa forma a terminologia constitui o dialeto próprio de cada ciência”. Percebe­remos, então, que na educação aberta, principalmente na atualidade, alguns conceitos são “emprestados” de outras ciências (ex. código aberto – termo da área de tecnologia da informação), mas, de alguma forma, agora também fazem parte do conjunto discursivo do domínio da educação aberta, justamente pela compatibilidade do seu alinhamento teórico com a filosofia de abertura proposta pela educação aberta.

Formiga (2009) sugere que a terminologia, ao mesmo tempo em que esclarece para os já iniciados, pode confundir os menos familiarizados. É comum percebermos certa generalização na utilização de alguns termos em educação aberta, por isso, um breve esclarecimento terminológico localizado temporalmente e por contexto me parece apropriado. Cabe salientar, porém, que o meu objetivo aqui não é o de prover definições absolutas, esgotar a terminologia utilizada em educação aberta e nem limitar tais termos a usos exclusivos neste domínio acadêmico. A riqueza terminológica da educação enquanto ciência, a complexidade das várias concepções no âmbito educa­cional, bem como a característica flexível da educação aberta, tornariam tal tarefa bastante complexa para o escopo deste capítulo. O que pretendo, porém, é oferecer os contextos nos quais normalmente tais terminologias são utilizadas para que o leitor possa ter uma visão genérica da empregabilidade desses termos[4]. Siga o padrão:

Tradução para o português
Termo em inglês
• Data aproximada de emergência ou popularização
Uso/Contexto

Educação aberta
Open education
• Popularizou-se a partir da década de 1970.
Uso variado. Normalmente, refere-se a um conjunto de práticas educativas. É utilizado na educação infantil e de adultos; formal e informal; presencial ou a distância. Termo contemporaneamente utilizado pelo movimento de recursos educacionais abertos, mas não exclusivo ao mesmo.

Aprendizagem aberta
Open learning
• Popularizou-se a partir da década de 1970, principalmente com o advento da Open University do Reino Unido (OU UK)
A aprendizagem aberta é caracterizada pelo amplo acesso do estudante a materiais e tecnologias; opções de escolha em relação aos conteúdos e metodologias; e grande abertura a diversos públicos em diferentes locais, culturas e contextos (Okada, 2008; Willinsky, 2006).

Aprendizagem a distância ou Educação a Distância
Distance learning or Distance Education
• Décadas de 1930 e 1940
Educação a distância é uma forma de ensinar envolvendo tecnologias aplicadas à educação (inicialmente por correio, televisão e rádio; hoje em dia utilizando a internet). Geralmente o professor e o estudante estão geograficamente distanciados.

Recursos Educacionais Abertos (REA)
Open Educational Resources (OER)
• 2002
Materiais educacionais e de pesquisa, em vários formatos e mídias, que estejam em domínio público ou sob uma licença aberta. A primeira definição foi lançada pela UNESCO em 2002.

Práticas Educacionais Abertas (PEA)
Open Educational Practices (OEP)
• 2010
As PEA se referem ao uso institucionalizado de REA. São um conjunto de ati­vidades relacionadas à criação, uso e reuso de REA (Conole, 2010). O termo foi cunhado pelo OPAL Consortium (The Open Educational Quality Initiative).

Educação inclusiva
Inclusive Education
• 1990
Se refere à universalização do acesso à educação para todas as crianças, adolescentes e adultos, promovendo a equidade (Declaração Mundial de Educação Para Todos, Tailândia, 1990). A Declaração de Dakar, de 2000, enfatiza a necessidade de se incluir pobres, portadores de deficiências e mulheres ao se tratar de educação inclusiva.

Acesso Aberto
Open Access
• 2002
Nasceu nas discussões sobre o acesso aberto às publicações científicas. Há três declarações que definem Acesso Aberto: 1) a de Budapeste, em 2002; 2) a de Bethesda, em 2003; 3) e a de Berlim, em 2003 – conhecidas como as definições BBB de acesso aberto.

Licença aberta
Open license
• 1999
Primeiramente lançada como open publication license (OPL) e usada para conteúdos educacionais. Atualmente, existem varias licenças abertas que podem ser usadas por autores para indicar como seus trabalhos podem ser utilizados. Exemplos são GPL e Creative Commons (CC).

Código aberto
Open source
• 1998
Se refere a software livre ou software de código aberto. Propõe padrões de uso es­pe­cíficos, em termos de licença de uso, acesso ao código, distribuição, inte­gri­da­de do código original, trabalhos derivados e neutralidade tecnológica. A Open Source Initiative dá recomendações e orientações sobre software não-proprietário (livre).

Open Courseware
Open Courseware
• 2002
Oferta de REA em forma de cursos, em vários níveis educacionais (definição adaptada do projeto OPAL, 2009-2011).

E-learning ou aprendizagem virtual
E-learning
• Década de 1990
Refere-se a aplicações e processos desenhados para o estudo e aprendizagem por meios eletrônicos

Aprendizagem móvel
Mobile learning (m-learning)
• Primeira concepção na década de 1970. Enquanto termo e prática difundiu-se na década de 1990, popularizando-se a partir de 2000.
Consiste na exploração de dispositivos portáteis ubíquos, de redes sem fio e te­lefo­nia móvel para facilitar, apoiar e enriquecer o processo de ensino e aprendizagem (JISC InfoKit, 2011).

Curso Aberto Online em Massa
MOOC (Massive Open Online Course)
• 2008
Aprendizagem distribuída, em rede.

É comum ouvirmos referências a recursos educacionais abertos como educação aberta. Tal uso é uma generalização extremamente simplista de edu­cação aberta, e não corresponde à abrangência do termo. Recursos educa­cionais abertos podem ser considerados componentes (ou estraté­gias/prá­ticas) da educação aberta, que é praticada atualmente dentro de uma perspec­tiva de compartilhamento de conteúdo digital com licença de uso aberta. Em contraste, existe educação aberta praticada com conteúdos cujos direitos autorais são reservados, como, por exemplo, a maioria dos cursos da Open University UK ou da Universidade Aberta do Brasil. O que muda em termos da prática de educação aberta, nestes exemplos, é em qual aspecto existe algum tipo de abertura.

No caso de educação aberta que utiliza recursos educacionais abertos, a abertura está relacionada ao acesso aos conteúdos e à possibilidade de utilização dos mesmos por terceiros. Em alguns casos, existe também a abertura das plataformas tecnológicas utilizadas, que podem ser baseadas em código aberto, permitindo maior interoperabilidade no compartilhamento de recursos educacionais. E no caso das universidades abertas acima citadas, a prática de educação aberta se refere principalmente ao acesso à educação superior sem barreiras de qualificações prévias (OU UK) e sem barreiras financeiras por serem cursos formais públicos e gratuitos com certificação (Universidade Aberta do Brasil). Por isso, a compreensão da terminologia se torna algo crucial quando nos referimos à educação aberta.

A educação aberta contemporânea: incorporando tecnologias aplicadas à educação e aos recursos educacionais abertos

A característica principal dos REA, que inclusive os diferencia de outros materiais educacionais disponibilizados na rede, é a presença da licença aber­ta. Os REA, no contexto de educação aberta, representam um enorme potencial de compartilhamento de conhecimento entre autores e usuários, de uma forma global, sem a preocupação em infringir direitos autorais.

Gourley e Lane (2009) nos lembram que a oferta de recursos educa­cionais acessíveis ao uso público é algo que existe há muito tempo. A Open University UK, por exemplo, disponibilizou seus cursos por meio de progra­mas de televisão oferecidos pela BBC desde 1971. Posteriormente, com o advento dos aparelhos de vídeo cassete, esses programas podiam também ser gravados pelos telespectadores. Tais materiais educacionais serviram de inspiração para muitos professores na elaboração de suas aulas presenciais em várias instituições de ensino do Reino Unido e do mundo. Serviram também para estudantes que queriam aprender informalmente. O que não podia ser feito era a apresentação pública desses vídeos sem autorização prévia, possibilidade que as licenças abertas atualmente podem oferecer automaticamente, ao facultar aos autores a determinação das permissões de uso do material conforme desejarem.

Assim como no Reino Unido, em 1969 foi criado no Brasil o Sistema Avançado de Tecnologias Educacionais, que previa a utilização de rádio, TV e outros meios disponíveis na época na educação (ALVES, 2009). Outra iniciativa positiva que vale mencionar são os Telecursos, criados pela Fundação Roberto Marinho e a Universidade de Brasília (UnB). Na verdade, a criação do Telecurso de 1º grau (de 1ª à 8ª série, pela antiga nomenclatura do sistema educacional brasileiro, que hoje corresponde ao ensino fundamental) se deu a partir de uma parceria com a Open University. Em 1979, a UnB assinou um convênio com a OU UK, no qual a universidade britânica conce­dia à UnB gratuitamente os direitos de tradução e distribuição de todo seu acervo (AZEVEDO, 2012). Na ocasião, a UnB e a Fundação Roberto Marinho, encarregadas de criar os Telecursos em parceria, acharam prudente adquirir experiência com a metodologia da OU UK oferecendo cursos de 1º grau (AZEVEDO, 2012). Ainda hoje os telecursos são transmitidos na TV brasileira.

Gourley e Lane (2009) apontam dois fatores que contribuíram imensa­mente para oferecer novas maneiras de como o usuário pode interagir com o conteúdo em educação aberta. Esses fatores são, em primeiro lugar, o avanço da tecnologia na transformação de plataformas unilaterais de provisão de conteúdo em plataformas multidirecionais, interativas e colaborativas; e ainda nesse âmbito tecnológico, a ubiquidade da internet e a sofisticação da telefonia moderna, que permitiram que a aprendizagem aberta se tornasse algo global. Em segundo lugar, a emergência de novas formas de licencia­mento para conteúdo digital, que abriu novos horizontes para a distribuição e a utilização de materiais educacionais.

Dessa forma, Gourley e Lane (2009) afirmam que os recursos educacio­nais abertos vêm revigorar as práticas de educação aberta da Open University UK. A iniciativa de REA da OU UK é chamada OpenLearn e foi lançada em 2006, inicialmente disponibilizando materiais educacionais criados pela OU e por seus usuários com licença aberta e em uma plataforma multidirecional. O projeto foi concebido para ser uma ação experimental, um laboratório de aprendizagem sobre práticas de provisão, uso e reuso de REA (MCANDREW; SANTOS, et al. 2009). Hoje em dia, o projeto faz parte do plano de ação institucional da OU UK. Assim como na OU, os REA têm o poder de revigorar a educação aberta de forma global.

É nesse sentido de revigoração da educação aberta global que pretendo posicionar os recursos educacionais abertos na Declaração da Cidade do Cabo sobre Educação Aberta (2007). O objetivo da declaração é o de incentivar a provisão e uso de recursos educacionais abertos, devidamente licenciados, para ampliar o acesso ao conhecimento. A declaração encoraja educadores e estudantes a participarem ativamente do movimento REA, publicando mate­riais, adaptando e os reutilizando; incentiva autores, educadores, editoras e instituições de ensino a disponibilizarem REA na rede; e, finalmente, convi­da os governos e outros atores sociais a fazerem da educação aberta uma alta prioridade.

Os sistemas de educação convencional e aberto, geralmente, encon­tram-se no âmbito da educação formal. Os REA podem ser utilizados em um sistema aberto tanto na educação formal quanto na informal. As instituições de educação superior, públicas e privadas, têm um papel importante na oferta de REA e também na sanção dessa aprendizagem (SANTOS, 2006b). No sistema informal, normalmente não há a avaliação da aprendizagem e, mesmo se houver, comumente não há a certificação oficial da aprendizagem. Porém, há vários modelos de negócio sendo utilizados em REA hoje, alguns bastante inovadores, até mesmo levando à certificação da aprendizagem gratuita­mente. Ainda não sabemos qual será o reconhecimento acadêmico que a sociedade vai conferir para tais qualificações. De qualquer maneira, os REA vêm ganhando espaço e constituindo, cada vez mais, um aspecto importante da educação aberta contemporânea.

Recursos educacionais abertos e práticas educacionais abertas

Outro conceito de crescente importância na educação aberta que prevê o uso de REA é o de práticas educacionais abertas (PEA). PEA é um conceito relati­vamente recente, cunhado em 2010 por meio do projeto The Open Educa­tional Quality Initiative (OPAL) [5].

“Práticas educacionais abertas são um conjunto de atividades e práticas de apoio à criação, uso e reuso de recursos educacionais abertos” (CONOLE, 2010, para OPAL). PEA incluem os contextos nos quais essas práticas acon­tecem, tendo as seguintes dimensões: 1) Os atores sociais engajados na criação, uso, reuso e apoio às práticas que envolvem REA, incluindo toma­dores de decisão em vários níveis; 2) Os artefatos mediadores que podem ser usados para criar e apoiar a disponibilização, e o compartilhamento de REA, ou seja, de ferramentas e tecnologias; e 3) Os contextos sociais nos quais REA se apresentam. Ehlers (2010, para OPAL) faz mais considerações sobre PEA. Ele argumenta que


[...] práticas educacionais abertas correspondem ao uso de recursos educacionais abertos de forma a aumentar a qualidade da experiência educacional. Enquanto REA foca em conteúdos e recursos, PEA representa a prática na qual um método educacional é empregado para criar um ambiente educacional no qual REA são utilizados ou criados como recursos de aprendizagem. (OPAL, 2010)

Portanto, PEA diz respeito à governança de vários atores sociais, como tomadores de decisão, gerentes educacionais, diretores de instituições de ensino, educadores e estudantes. PEA, enquanto conceito, diz respeito à prá­ticas de utilização de REA na educação aberta. Foi um conceito elaborado e definido no âmbito de REA, portanto, sua utilização passa a ser encontrada enquanto terminologia contemporânea nas discussões de educação aberta.

Conclusão

Educação aberta, como vimos, é um termo genérico, cujo uso foi popularizado na década de 1970, tanto para tratar de práticas específicas na educação infantil, como para descrever as práticas educacionais das universidades aber­tas. Na contemporaneidade, além das tradicionais universidades abertas, que continuam tendo um papel fundamental na formação profissional de cidadãos em várias partes do mundo, a educação aberta abrange também as práticas de oferta e utilização de recursos educacionais abertos, entre outras dimensões de uso e disponibilização de tecnologias de código aberto e pes­quisa de acesso livre.

Percebemos que, ao longo das décadas, uma das características principais da educação aberta de crianças e adultos é um processo de ensino-aprendizagem centrado no estudante, com apoio contínuo à aprendizagem. Nesse contexto de REA, muita importância é dada à disponibilização de conteúdos na rede, devidamente licenciados. Sabemos, porém, que para haver uma educação aberta sustentável é preciso ir além da disponibilização de conteúdos, e se pensar no apoio ao estudante, formal e informalmente, por meio do uso adequado das pedagogias de ensino e aprendizagem, à distância e presencial, e das tecnologias aplicáveis à educação. Além disso, são necessárias também políticas públicas que apoiem e incentivem o uso de REA e que remunerem adequadamente os professores pelo seu trabalho. Somente assim, a criação, o uso e o reuso de recursos educacionais abertos estarão alinhados com os objetivos cabíveis e desejáveis às práticas educacionais abertas da contemporaneidade.

 

Referências

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AZEVEDO, J.C. Os primórdios da EAD na educação superior brasileira. In: LITTO, F.; FORMIGA, M. (Org.). Educação a Distância: o estado da arte. ABED, São Paulo: Pearson, p. 2-5, 2012. ( v. 2)
BROUDY, H.S.; PALMER, J.R. Exemplars of Teaching Method. Chicago: Rand McNally, 1965.
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OKADA, A. Aprendizagem aberta e estratégias de webconferência. Revista CoLearn, Projeto OpenLearn, . v. 1,n. 1, , Vol. 01, p. 01 – 06, nov. 2008. Disponível em: http://labspace.open.ac.uk/journal, 2008. Acesso em: 10 abr. 2012
SANTOS, A. I. A Universidade Aberta Britânica: aberta às pessoas, lugares, métodos e ideias. In: Desafios da Educação a Distância na Formação de Professores. Brasília: Secretaria de Educação a Distância, Ministério da Educação:, 2006. p. 211-222.
SANTOS, A. I. O conceito de abertura em EAD. In: LITTO, F.; FORMIGA, M. (Org.). Educação a Distância: o estado da arte. ABED, São Paulo: Pearson – Prentice Hall, , 2009. p. 290-296.
SANTOS, A. I. Recursos Educacionais Abertos: novas perspectivas para a inclusão educacional superior via EAD. In: SANTOS, A.I. (Ed.). Perspectivas Internacionais em Ensino e Aprendizagem On-line. São Paulo: Libra Três, p. 35-51. 2006b. Disponível em http://aisantos.wordpress.com/2011/06/10/recursos-educacionais-abertosnovas-perspectivas-para-a-inclusao-educacional-via-ead/, 2006. Acessado em 10 de abril de 2012
WALBERG, H.J e THOMAS, S.C. Open Education: an operational definition and validation in Great Britain and United States. American Educational Research Journal, v. 9, n. 2, , p. 197-208, 1972.
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WILLINSKY, J. The access principle: the case for open access to research and scholarship. Cambridge: MIT Press, 2006.

 

Webografia

Declaração da Cidade do Cabo para Educação Aberta (The Cape Town Open Education Declaration), 2007. Disponível em: http://www.capetowndeclaration.org/
JISC Mobile Learning Infokit, 2011 https://mobilelearninginfokit.pbworks.com/w/page/41122430/Home
OPAL – The Open Educational Quality Initiative, 2010. Disponível em: www.oer-quality.org
OpenLearn Iniciativa de REA da OU UK, 2006. Disponível em: http://openlearn.open.ac.uk
Declaração Mundial de Educação para Todos, Tailândia, 1990. Disponível em: http://www.pitangui.uepg.br/nep/documentos/Declaracao%20-%20jomtien%20-%20tailandia.pdf
Declaração de Dakar, 2000. Disponível em:
http://www.mp.ma.gov.br/site/centrosapoio/DirHumanos/decDakar.htm
Open Access Declarations. Disponível em: http://www.soros.org/openaccess/initiatives

 

Leituras Recomendadas

SANTOS, A.I. Open Educational Resources in Brazil: state of the art, challenges and prospects for development and innovation. Moscow: UNESCO IITE, 2011. http://iite.unesco.org/publications/3214695 Acesso em: 11 abr. 2012.
Blog da UNICAMP: Educação Aberta (com foco em REA), Disponível em: http://educacaoaberta.org/rea

 

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Andreia Inamorato dos Santos

Consultora internacional em educação a distância e tecnologia educacional, bem como pesquisadora em recursos e práticas educacionais abertas. Possui artigos e capítulos de livros publicados na área de educação, particularmente em REA, incluindo um relatório nacional publicado pela UNESCO IITE http://iite.unesco.org/publications/3214695. Pesquisadora consultora em REA do Projeto OportUnidad no Brasil, cofinanciado pela Comissão Europeia, bem como

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membro do seu comitê gestor. Possui doutorado pela Open University do Reino Unido. Sua tese na área de tecnologia educacional trata dos discursos do ensino e aprendizagem online. Foi pesquisadora em REA dos projetos OpenLearn e OLnet da Open University, e mestre em tecnologia educacional pela mesma instituição. Mestre em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo. ainamorato@gmail.com | aisantos.wordpress.com

  1. [1] A aprendizagem formal consiste em uma maneira de estudar que apresenta um currículo, professores e uma instituição responsável pela certificação da aprendizagem.
  2. [2] Do original em inglês: Open Education: an operational definition and validation in Great Britain and United States.
  3. [3] A level é a abreviação de Advanced Level (Nível Avançado). É um certificado geral de educação, que corresponde aos dois anos finais do ensino médio e pode ser conseguido em disciplinas diferentes. É uma certificação opcional ao aluno, mas as universidades britânicas exigem no mínimo dois A levels para que o estudante se qualifique para educação superior.
  4. [4] Ao final do capítulo, várias referências bibliográficas e “webográficas” são sugeridas para auxiliar o leitor na busca de mais informações.
  5. [5] Tradução: Iniciativa de Qualidade em Educação Aberta.

                                                      

25 comments on “Educação aberta: histórico, práticas e o contexto dos recursos educacionais abertos

  1. Pingback: Educação aberta: histórico, práticas e o contexto dos recursos educacionais abertos via @Paula_ugalde « juandon. Innovación y conocimiento

  2. Pingback: Homepage

  3. Pingback: Simpósio Recursos Educacionais Abertos | OportUnidad Project

  4. Pingback: REA – lista bibliográfica (português) | Ateliê de Pesquisa

  5. Pingback: http://www.powtoon.com/blog/wp-includes/book2/book19.php?back.html

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  25. Geni Maria de Matos on said:

    A educação aberta foi marcada por novas praticas no ensino e aprendizagem, de maneira que o termo é utilizado atualmente como REA, trazendo uma série de novas práticas de ensino e aprendizagem. Percebe-se hoje que o conceito de educação aberta evoluiu com as práticas pedagógicas aplicadas a educação.

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